Homenagem feita aos mortos na tragedia de Santa Maria por artistas Rio Grandenses, confira:
Uma regalia a menos
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em votação simbólica, o projeto que determina o fim dos 14º e 15º salários pagos todos os anos a senadores e deputados federais.
A proposta, de autoria da senadora licenciada Gleisi Hoffman (PT-PR), atual ministra-chefe da Casa Civil, será encaminhada para promulgação pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
O vencimento mensal dos congressistas, sem contar benefícios como plano de saúde, passagens áreas e cota para gastos de gabinete (que cobre telefone, correspondências, transporte e outros itens), é de R$ 26.723,13. Somados, os dois subsídios adicionais acresciam R$ 53.446,26 aos contracheques dos parlamentares.
A medida deve gerar uma economia anual de, pelo menos, R$ 30,1 milhões para o parlamento, considerando-se o que foi gasto pelas duas casas com esses benefícios em 2012. No último ano, a Câmara destinou R$ 26.215.390,53 para custear os 14º e 15º salários dos deputados, enquanto que o Senado desembolsou R$ 3.901.576,98.
No primeiro pagamento de 2012, realizado em fevereiro, a despesa da Câmara somou R$ 13.602.073,17. Apenas quatro dos 513 parlamentares da Casa não quiseram embolsar o auxílio.
Já em dezembro, quando ocorreu a quitação da ajuda de custo final de 2012, 41 deputados deixaram de receber, voluntariamente, o benefício. O 15º salário do ano passado custou R$ 12.613.317,36 aos cofres da Câmara.
Por fim, no início deste mês, a Casa pagou R$ 12.960.718,05 para bancar o 14º salário de deputados. Desta vez, 485 parlamentares tiveram os contracheques engrossados com o auxílio.
Com as novas regras, os 513 deputados federais e 81 senadores passarão a receber contribuições financeiras equivalentes ao valor do vencimento mensal somente no início e no fim do mandato. As duas casas legislativas continuarão a pagar duas ajudas de custo para auxiliar nas despesas de transferência dos parlamentares: uma quando eles se mudam para a capital federal e outra no momento em que retornam para suas bases eleitorais.
‘Urgência urgentíssima’
O acordo que permitiu a votação da matéria em caráter de “urgência urgentíssima” foi costurado nesta terça (26) pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em reunião com os líderes da Casa.
O acordo que permitiu a votação da matéria em caráter de “urgência urgentíssima” foi costurado nesta terça (26) pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em reunião com os líderes da Casa.
Todos os partidos subscreveram o pedido que garantiu agilidade na votação do texto. Com esse carimbo, o projeto ficou dispensado de tramitar na Comissão de Finanças e Tributação e na de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta que determina o fim do salário extra pago a deputados e senadores com a justificativa de ajudar nas despesas de transferência para Brasília estava parada na Comissão de Finanças da Câmara desde que o Senado a aprovou, em maio do ano passado.
O presidente da Câmara afirmou nesta terça (26) que não está em discussão no Legislativo nenhuma medida para compensar financeiramente a extinção da ajuda de custo aos congressistas.
“Não [há chance de a Câmara criar compensações para o fim do 14º e do 15º]. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, respondeu Henrique Alves ao ser indagado sobre o tema.
Longas negociações
O texto que extinguiu a ajuda de custo dos parlamentares já havia recebido parecer favorável pela aprovação por parte do relator da Comissão de Finanças, deputado Afonso Florence (PT-BA), porém, ainda não havia sido votado na comissão.
O texto que extinguiu a ajuda de custo dos parlamentares já havia recebido parecer favorável pela aprovação por parte do relator da Comissão de Finanças, deputado Afonso Florence (PT-BA), porém, ainda não havia sido votado na comissão.
Se tivesse de seguir o trâmite normal do Legislativo, após o relatório de Florence ser apreciado pelos integrantes da comissão, o projeto ainda teria de ser submetido à análise da CCJ. O rito não tinha prazo para ser concluído.
No entanto, o aval dos líderes à necessidade de urgência representou um atalho, levando a matéria diretamente para votação em plenário.
Como foi aprovado pelos deputados sem sofrer alterações, o projeto segue direto para promulgação pelo presidente do Congresso. Não há previsão de quando o ato será concluído pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Enfim a justiça esta sendo feita
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| Incêndio na boate Kiss deixou 239 pessoas mortas em Santa Maria(Foto: Nabor Goulart/AP) |
Após a conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre o incêndio na boate Kiss, emSanta Maria, o Ministério Público pretende denunciar por homicídio doloso qualificado os quatro investigados que estão presos provisoriamente na penitenciária estadual do município: os sócios da boate Kiss Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffman, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão.
Conforme o promotor Joel Dutra, há consenso entre os promotores que acompanham o caso. A tragédia da madrugada do dia 27 de janeiro deixou 239 vítimas. "Estamos acompanhado o inquérito desde o início, os elementos colhidos nos permitem essa denúncia. É preciso materialidade, indícios de autoria, e apontamentos para o descaso dos acusados com a possibilidade de tal resultado", explicou o promotor ao G1 nesta terça-feira (26).
Joel Dutra explicou, em seguida, o motivo de a decisão ter sido por homicídio doloso qualificado. “É quando tem a intenção de matar, ou quando se assume o risco de matar. Já a asfixia, motivo pelo qual pessoas morreram, qualifica o crime conforme o artigo 121 do código penal".
A previsão é que o inquérito seja finalizado pela polícia no domingo, dia 3 de março, mas um pedido de prorrogação de prazo pode ser solicitado. Os delegados Sandro Meinerz e Marcelo Arygoni estão em Porto Alegre para tratar do assunto em reunião no Palácio da Polícia. Mais de 350 pessoas já foram ouvidas nas investigações e, até o fim desta semana outras 150 devem prestar depoimento. Os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) são esperados para os próximos dias.
Conforme o promotor Joel Dutra, após a conclusão do inquérito, o MP tem cinco dias para oferecer a denúncia. "Como são muitas páginas, o que nos exige tempo, trabalhamos com ajuda de um colega de Porto Alegre para cumprirmos o prazo", salientou. Depois, o documento é enviado para o poder Judiciário, que recebe ou não a denúncia.
Também nesta terça-feira, o Ministério Público se manifestou contrário ao pedido de prorrogação de prisão de Elissandro Spohr. A solicitação foi feita pelo advogado da parte, Jader Marques. O documento já foi remetido à Justiça, e deverá ser analisado pelo juiz Ulysses Louzada entre esta terça e a quarta-feira (27).
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.
Fonte: G1
Ossos em campo
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| Arqueólogos limpam ossos de um esqueleto encontrado no complexo esportivo (Foto: Martin Mejia/AP) |
Cientistas encontraram ossadas antigas em túmulos recém-escavados em Lima, capital do Peru. O inusitado da descoberta é que ela se deu em um complexo esportivo onde ocorrem treinos da seleção de futebol peruana, informaram agências de notícias nesta terça-feira (26).
Todas as tumbas estão localizadas dentro do complexo esportivo no distrito de San Luis. As escavações arqueológicas começaram em dezembro de 2012, mas só agora as ossadas foram encontradas, segundo agências internacionais.Segundo o Ministério da Cultura do Peru, foram identificados 11 túmulos de um período pré-civilização inca, pertencentes a duas culturas - a de Lima (que teria existido entre 200 a 700 anos depois de Cristo) e de Yschma (de 1,1 mil a 1,4 mil anos depois de Cristo).


Fonte: G1
Fim do 14º e 15º salario para os parlamentares, você acredita?

Os líderes partidários da Câmara dos Deputados decidiram nesta terça-feira que a proposta de acabar com os chamados 14º e 15º salários parlamentares será votada amanhã no plenário da Casa. O projeto de decreto legislativo já foi aprovado pelo Senado, mas espera votação pelos deputados desde setembro do ano passado.
'O Senado já tinha aprovado e a proposta recebeu parecer da comissão especial da Câmara em setembro passado. Todos os líderes assinaram o requerimento de urgência que será votado amanhã. Essa não é uma decisão do presidente, mas de todos os líderes para o bem da Casa, do Parlamento e do país', disse o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Ele explicou que a proposta não acaba definitivamente com o benefício. Pela regra a ser votada, cada parlamentar terá direito a receber dois salários extras ao longo do mandato: um no início e outro no final da legislatura. Atualmente, o benefício, no valor de R$ 26,7 mil, é pago anualmente em fevereiro e dezembro.
'É uma vergonha nacional, indefensável e inexplicável', frisou o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP). 'Temos que ter uma situação equânime com todo o cidadão brasileiro', reforçou o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Os líderes também decidiram hoje que na primeira semana de abril serão colocados em votação temas relacionados à reforma política, mesmo que não haja consenso. 'O que desgasta a imagem da Casa é a omissão. Quero que a Câmara passe a votar. O que dita a Casa e a sua imagem é a indecisão e isso tem que acabar. Temos que colocar em pauta os projetos e quem tiver voto para ganhar, ganhe e quem não tiver que respeite o resultado', ressaltou Henrique Alves.
Fonte: Terra
Os gringo tao na área
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| Campus da USC em Los Angeles |
Conhecida por ser uma instituição americana de ensino privado que abriga grande número de estudantes estrangeiros, a Universidade do Sul da Califórnia (USC, em inglês University of Southern), acaba de formalizar seu interesse pelo Brasil. A USC inaugura nesta terça-feira (26) um escritório em São Paulo, o primeiro da América do Sul. Os objetivos são aumentar o número de brasileiros na universidade, fomentar intercâmbios e firmar parcerias com instituições de ensino e pesquisa do Brasil, além da Universidade de São Paulo (USP) e Fapesp, que já fecharam acordos de cooperação.
"São Paulo é a maior cidade da América Latina e uma das mais importantes do mundo. Porém, o escritório vai trabalhar com todo Brasil", diz Anthony Baeley, vice-presidente de iniciativas globais da USC
A USC possui dois campi sediados na cidade de Los Angeles que atendem mais de 9.200 estrangeiros vindos de 115 países, de um total de 29.000 estudantes. Atualmente são 49 brasileiros em cursos de graduação e pós. Segundo Baeley, mais de 6.000 pessoas fazem mestrado e doutorado à distância com aulas on-line.
"Achamos importante essa diversidade em pensamento que os estrangeiros proporcionam, com isso a USC se torna cada vez mais global. Não queremos necessariamente aumentar o número de brasileiros na universidade, queremos a excelência. Os alunos do Brasil que temos são excelentes e muito criativos, outros são bem-vindos", afirma Baeley.
Se é interessante para a universidade levar mais brasileiros e pesquisadores para a Califórnia, o caminho inverso também faz parte dos planos. Baeley afirma que nunca os estudantes da USC tiveram tanto interesse em vir para o Brasil. "Um dos objetivos do escritório é facilitar experiência de conhecer e aprender. Temos vários programas de levar estudantes da Califórnia para o Rio de Janeiro e cidades do Nordeste."
(Foto: Divulgação)
Baeley diz que a seleção da USC é rigorosa porque possui escolas como de cinema e música, entre outras, que são referências mundiais. O diretor de cinema George Lucas, criador da saga Star Wars, e o cineasta brasileiro Walter Salles diretor do filme "Central do Brasil" são ex-alunos da instituição. A área da pesquisa também é um dos diferenciais da universidade. Segundo Baeley, são investidos todos os anos 700 milhões de dólares no setor para trabalhos nas áreas de medicina, farmácia, odontologia e engenharias.
Parcerias
Nesta terça-feira (25), a USP e a Fapesp assinam acordo de cooperação com a USC. A parceria com a USP prevê intercâmbio entre estudantes, professores e pesquisadores das universidades. A USP também se tornará parceria de uma aliança acadêmica mundial na área de engenharia.
Nesta terça-feira (25), a USP e a Fapesp assinam acordo de cooperação com a USC. A parceria com a USP prevê intercâmbio entre estudantes, professores e pesquisadores das universidades. A USP também se tornará parceria de uma aliança acadêmica mundial na área de engenharia.
O acordo com a Fapesp busca promover a cooperação científica e acadêmica internacional em todas as áreas de conhecimento entre pesquisadores no estado de São Paulo e da USC. A segunda chamada de propostas prevê até 20 mil dólares por ano para apoio a cada um dos projetos selecionados pelas duas instituições.
Fonte: G1
Fonte: G1
Rede Sustentabilidade, novo partido de Marina Silva
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| Ex-senadora e atual vereadora de Maceió, Heloísa Helena (PSOL) participa de lançamento de partido ao lado de Marina Silva (Foto: Iara Lemos/ G1) |
O nome do partido foi anunciado pela própria Marina Silva. A escolha se deu com base em sugestões feitas por militantes na internet. O lançamento oficial da legenda ocorreu em um evento realizado neste sábado, em Brasília.
"O nome é uma coisa muito importante porque é isto que vai constituir o nosso significado", disse Marina.
Antes de anunciar o nome do partido, Marina e outros integrantes da coordenação geral do Rede Sustentabilidade fizeram uma serie de discursos reforçando o programa da nova legenda. Segundo Marina, o novo partido não se enquadra nos conceitos de situação nem de oposição, mas terá posições formadas.
Candidatura
Marina não descartou a possibilidade de voltar a concorrer à Presidência, nas eleições de 2014. Em 2010, a ex-senadora disputou o cargo pelo Partido Verde (PV).
"Obviamente, encaro a possibilidade da minha candidatura mas, como é uma Rede, encaramos a possibilidade de outra candidatura", disse. Ela afirmou, porém, que não acredita na possibilidade de repetir em 2014 os cerca de 20 milhões de votos recebidos em 2010.
"Eu acredito na política como um processo vivo. Não temos como repetir 2010. Foi um momento único na minha vida (...) Pode ser mais, pode ser menos", disse.
Em discurso inflamado durante o evento de lançamento do novo partido, a também ex-senadora e hoje vereadora em Maceió (AL), Heloísa Helena (PSOL), manifestou apoio à candidatura de Marina Silva para a disputa da Presidência da República em 2014.
"Eu quero ter a honra, e por mais que a Marina não goste que eu fale, eu quero ter a honra de vê-la disputando a Presidência em 2014", disse Heloísa, enquanto os militantes gritavam "política urgente, Marina presidente".
Rede e o PT
Marina Silva afirmou que a criação do novo partido se assemelha à fundação do PT, no começo dos anos 80. Segundo ela, alguns militantes que defendem a criação da nova legenda devem permanecer nos seus partidos.
"Será um erro muito grande se deixarmos de nos identificar como movimento. Têm pessoas do movimento que vão continuar no PV, no PT, no PSDB (...) Vamos continuar sendo um movimento", disse.
O deputado federal Walter Feldman, que foi um dos fundadores do PSDB, anunciou que irá migrar para o novo partido. "Depois de muito pensar, sem nenhuma dúvida, sem nenhum conflito, eu que fui um dos fundadores do PSDB, encerro um ciclo", disse.
O deputado federal Domingos Dutra, que foi um dos fundadores do PT, também afirmou que vai integrar o novo partido. "Após 33 anos de PT, estou aqui para fazer uma nova política", disse.
Estatuto
As regras que vão nortear o novo partido também foram debatidas no encontro. O estatuto vai determinar que o partido não vai aceitar doações financeiras que venham de Indústrias de armas, bebidas alcoólicas e de agrotóxicos. Também será estabelecido um teto para doações feitas por pessoas físicas e jurídicas que queiram colaborar com a legenda.
O limite de valor das doações, segundo os organizadores, será definido pela coordenação nacional da legenda, que será escolhida assim que o partido for oficializado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O objetivo do partido é que as doações sejam feitas basicamente pela internet, seguindo o mesmo modelo utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a campanha eleitoral.
O estatuto do novo partido também prevê a realização de prévias para a escolha dos candidatos que vão disputar eleições pela legenda.
Suplicy
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), único senador presente no evento, disse, ao discursar, que se sente tentado a entrar no novo partido. Ele afirmou, porém, que tem compromisso com o PT e que não tem intenção de deixar o partido.
"Isso (filiação) precisa ser com calma. Tenho razões para lhes dizer: eu sou do PT, fico super honrado e tentado a cair na Rede, mas eu tenho um compromisso sim, enquanto o PT estiver com as portas abertas para propostas como esta", disse.
Suplicy foi o primeiro a assinar o documento que pede a criação do novo partido. A assinatura foi colocada no documento sob os gritos dos militantes que clamavam "Suplicy, vem para a rede, vem". Ao todo, os militantes precisam coletar 500 mil assinaturas para requerer o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para que o partido possa concorrer na próxima eleição, o registro precisa ser feito até outubro deste ano.
"Ele colocou o nome para nos ajudar a pedir a criação do novo partido. Não está se filiando à Rede", disse Marina Silva.
Em seu discurso, Suplicy defendeu bandeiras que constam do estatuto do novo partido, como a realização de prévias para a escolha de candidatos e a transparência das doações feitas para as campanhas políticas.
Fonte: G1
Na falta de um bom o negócio é criar outro
A ex-senadora Marina Silva, que já militou no PT e no PV e comandou o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, decidiu criar um novo partido visando à eleição presidencial de 2014. E deve ter como correligionários políticos de uma ampla gama de legendas: de ex-tucanos a quadros do PSOL.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Marina criará a nova legenda a partir do Movimento Social Nova Política e começará a recolher assinaturas a partir de fevereiro. Para viabilizar a sigla, ela tem até o final de setembro para obter o apoio de cerca de 500 mil eleitores.
O futuro partido deve contar com a adesão da ex-senadora e atual vereadora de Maceió Heloísa Helena, que ajudou a fundar o PSOL. Outros nomes cogitados para ingressar no partido de Marina são o do deputado paulista Walter Feldman, do PSDB, e o do também deputado Alessandro Molon, do PT do Rio de Janeiro.
Com quadros oriundos de siglas tão diversas, que cara terá a legenda? A interlocutores ouvidos pelo Estadão, Marina teria dito que quer criar "um partido diferente". Entre os princípios da futura sigla estariam a recusa de doações de pessoas jurídicas e a pluralidade de pautas e teses.
Fonte: Zero Hora
Acabo a graça
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| Tiririca já prometeu não fazer piadas sobre políticos quando regressar aos espetáculos |
Tiririca, que se elegeu com a promessa de descobrir o que faz um deputado, declarou ao jornal Folha de São Paulo que já entendeu que "não dá para fazer muita coisa", ou seja, fazer aprovar ou projetos concretos.
Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como o palhaço Tiririca, obteve 1.079.884 milhões de votos - ou 6,21 por cento dos votos válidos no estado de São Paulo - quando concorreu, em 2010, à câmara federal dos deputados pelo Partido da República (PR).
O slogan da sua campanha era "vote no Tiririca, pior do que está não fica". Depois de muita polémica e um teste de alfabetização, a Justiça Eleitoral de São Paulo confirmou que Tiririca sabia ler e escrever.
A desilusão de Tiririca, no entanto, não é a principal razão para deixar o salário de 26,7 mil reais (9,9 mil euros), uma verba suplementar em ajudas de custo de 97,2 mil reais (36,1 mil euros) e outras regalias.
A justificação do palhaço-deputado é a falta de tempo para se dedicar ao que mais gosta de fazer, os seus espetáculos, que rendem a Tiririca mais dinheiro do que a câmara dos deputados. "Eu sou artista popular. Aqui me prende muito. A procura pelos espetáculos é enorme e não dá para fazer", afirmou Tiririca.
Acompanhar o crescimento da sua filha de três anos é outra razão invocada por Tiririca. Pai de seis filhos, o deputado diz que não pôde estar perto dos demais e não quer repetir o erro com a filha mais pequena.
Fonte:cmjornal
Fonte:cmjornal
A verdade sobre os primeiros blocos de carnaval de rua
Rio de Janeiro - O aumento do número de blocos no carnaval de rua é um movimento que tem ligação direta com o fim da ditadura militar e a volta ao país dos exilados políticos, que viram neles uma forma legítima de voltar a ganhar as ruas da cidade. A opinião é de Rita Fernandes, presidenta da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Tereza e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Sebastiana.
A associação é formada por 12 dos principais blocos da cidade: Ansiedade, Gigantes da Lira e Imprensa que eu Gamo, de Laranjeiras; Barbas e o Bloco da Segunda, de Botafogo; Virtual, Simpatia é Quase Amor e Que merda é essa?, de Ipanema; Suvaco do Cristo, do Jardim Botânico – todos da zona sul da cidade -; Carmelitas, de Santa Teresa, e Escravos da Mauá, da Praça Mauá, todos blocos do centro da cidade.
Em entrevista à Agência Brasil, Rita disse que, embora para muitos pareça um fenômeno recente, a retomada do carnaval de rua começou na década de 1980, com a redemocratização do país, quando os primeiros blocos começaram a sair. “E aí surgiram os primeiros blocos como o Simpatia é Quase Amor e o Barbas”.
Segundo Rita Fernandes, o movimento ganhou as ruas e não parou mais de crescer. “O crescimento se deu de tal modo que já no início da década de 2000 devíamos ter cerca de 30 a 40 blocos espalhados pela cidade, alguns pouco conhecidos, mas alguns já com bastante representatividade e que angariavam uma legião de seguidores como o Simpatia e o Bola Preta – que apesar da ditadura militar nunca deixou de existir”.
Ela chama a atenção para o período de 2005, quando então o carioca começa a reconhecer e a dar a devida importância ao carnaval do Rio. “A partir daí muitos cariocas começam a ficar na cidade, a participar efetivamente do carnaval de rua e os blocos começam a crescer”.
Segundo a presidenta da Sebastiana a cidade tem hoje cerca de 500 blocos registrados, fora os que não são ainda conhecidos. São pequenos grupos de bairro que saem pelas ruas espontaneamente. “E isto voltou com tamanha força que hoje a cara do carnaval do Rio é o carnaval de rua, que é mais democrático e não exclui ninguém”.
Para Rita, o movimento gerado a partir da intensificação do carnaval de rua não tem volta. Hoje o movimento já é conhecido por todo o país e atrai turistas brasileiros e estrangeiros. “Mas é preciso que as autoridades comecem a dar maior atenção à organização desta bagunça organizada, mas ao mesmo tempo ainda desorganizada”.
Ela defende a intervenção do poder público “não sob a forma de interveniência no modo de organização dos blocos ou na restrição à sua espontaneidade, mas na organização do Carnaval como um todo: o governo precisa dar maior atenção à organização do trânsito nas ruas, à proteção ao patrimônio público, ao espaço urbano e à segurança do folião”.
Para ela, o Carnaval traz uma imagem positiva para a cidade, mas, ao mesmo tempo, leva à reflexão sobre as ações necessária por parte do poder público. “A gente vê este sucesso todo com muito orgulho, até porque fazemos e somos parte dele, mas também porque ele teve um início espontâneo, de doação para a cidade, e que acabou tendo este sucesso todo”.
A Sebastiana foi fundada em 2000 por diretores de alguns dos mais tradicionais blocos de rua da cidade e surgiu da necessidade de encontrar soluções que viabilizassem os desfiles que começavam a crescer, alguns com mais de dez mil foliões.
Patrocínios, negociação com fornecedores, estratégia de segurança para os foliões e organização de trânsito eram algumas das dificuldades enfrentadas por todos. A partir dali, a Sebastiana tornou-se um importante agente no resgate da tradição do Carnaval de rua do Rio e também um local de discussão de políticas culturais.
Nova onda de ataques em SC deixa policias em alerta
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| Micro-ônibus escolar foi incendiado por volta das 2h de domingo (3) na cidade de Chapecó (Foto: Vanessa Nora/RBS TV) |
Com o lançamento de um explosivo no pátio de uma delegacia de polícia em Camboriú, neste domingo (3), subiu para 39 o número de atentados registrados em Santa Catarina desde a última quarta-feira (30). O balanço, que abrange 14 cidades, é da Polícia Militar do estado. Entre as ações criminosas estão incêndios em ônibus e ataques a bases da Polícia Civil e Polícia Militar e carros particulares. Ao menos 20 suspeitos foram presos pela PM.
O último ataque ocorreu em Camboriú. Dois homens jogaram um amontoado de rojões de cerca de 20 centímetros em uma delegacia de polícia no bairro Monte Alegre. O material foi inutilizado pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e ninguém ficou ferido. Até as 19h deste domingo (3) nenhum suspeito de partipar da ação havia sido localizado. O lançamento de explosivo é o terceiro atentado no município de Camboriú desde quarta (3).
Esta é a segunda onda de atentados em três meses no estado. Na primeira, em novembro de 2012, foram registrados cerca de 60 ataques em sete dias.
Desta vez, esta é a cidade com o maior número de ocorrências: foram 11 atentados no município. Um jovem de 22 anos suspeito de participação nos crimes foi morto em confrontro com policiais na madrugada. Florianópolis, que há duas noites não registra incidentes, contabiliza oito atentados. Em função da redução do número de ataques na capital, a Polícia Militar da região decidiu, na tarde deste domingo (3), mandar reforços para outras cidades caso seja necessário. As solicitações serão avaliadas pelos oficiais superiores de plantão.
Desta vez, esta é a cidade com o maior número de ocorrências: foram 11 atentados no município. Um jovem de 22 anos suspeito de participação nos crimes foi morto em confrontro com policiais na madrugada. Florianópolis, que há duas noites não registra incidentes, contabiliza oito atentados. Em função da redução do número de ataques na capital, a Polícia Militar da região decidiu, na tarde deste domingo (3), mandar reforços para outras cidades caso seja necessário. As solicitações serão avaliadas pelos oficiais superiores de plantão.
Os atentados voltaram a acontecer na noite de quarta com ataques a veículos e prédios públicos no Vale do Itajaí. Entre a noite de quinta (31) e a madrugada de sexta (1º), outros municípios registraram atentados. As regiões Sul e Norte também passaram a ser alvos dos criminosos. Em Joinville, ocorreram sete ataques na mesma noite, cinco deles a ônibus. Da noite de sábado até a madrugada deste domingo (3), o estado teve 11 novos casos de incêndios e ataques contra veículos e construções em várias regiões. Desta vez, o Oeste de Santa Catarina também foi afetado. Foram registrados ataques em Balneário Camboriú, Gaspar, Itajaí, Florianópolis, Palhoça, Camboriú,Criciúma, Maracajá, São Francisco do Sul, Joinville, Araquari, Chapecó, Laguna e em Jaraguá do Sul.
Pena Filho/Agência RBS)
De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, César Grubba, a suspeita é que as ordens estejam partindo de dentro dos presídios e sejam comandadas pela mesma facção criminosa que promoveu os atentados de novembro do ano passado.
A principal hipótese aventada é que os atentados estejam relacionados à transferência de presos e ao combate ao tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Militar, assim como em 2012, os principais alvos são ônibus: 17 veículos de transporte coletivo foram incendiados em diversas cidades. Além disso, houve nove ataques a prédios das polícias Civil e Militar e do Departamento de Administração Prisional (Deap). Os outros 12 registros se resumem a ataques a outros prédios públicos e incêndios em carros, caminhões, lixeiras e pneus.
Segundo o núcleo de comunicação da Polícia Militar, serão mantidas as medidas de segurança e monitoramento nas cidades atingidas pelos atentados. De acordo com a corporação, o policiamento foi reforçado em todo o estado e as ações para conter os atentados criminosos são realizadas em conjunto com outros órgãos de segurança do estado.
Entre as medidas de segurança adotadas estão o aumento do efetivo nas ruas e barreiras policiais. Em Joinville e Florianópolis, são realizadas escoltas a ônibus. Na capital catarinense, os veículos de transporte coletivo circulam até as 22h. Reuniões devem ser realizadas pela PM para definir se haverá escolta nas outras cidades atingidas.
Fonte: G1/ SC
Fonte: G1/ SC
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