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| Fernando confessou o crime (Foto: Lucas Colombo/A Tribuna) |
A Polícia Civil de Timbé do Sul, no Sul catarinense, fez a reconstituição de um crime que chamou a atenção pelo requinte de crueldade. Fernando Vanuti de Oliveira Silva, de 18 anos, é suspeito de ter matado um colega a facadas, decepado a mão e o órgão genital da vítima e depois deixado um recado na parede do quarto, dizendo "Nunca mexa com minha filha". Segundo a Polícia, ele queria dizer "família".
O crime foi confessado em depoimento pelo rapaz, que mostrou o passo a passo do homicídio para a polícia na tarde desta quarta-feira (13). O assassinato aconteceu sábado (9) por volta do meio-dia, mas o corpo de Lindomar de Barros foi encontrado apenas segunda-feira (11), pelo patrão da vítima.
Conforme o delegado André Gazzoni Colto, a vítima e o suspeito estavam na casa do homem assassinado. "Às vezes, o Lindomar dava abrigo para Fernando". Eles usaram crack entre a noite de sexta (8) e a madrugada de sábado. Quando a droga acabou, beberam um litro de cachaça.
O suspeito contou durante depoimento e na reconstituição, que Lindomar de Barros, de 44 anos, estava deitado na cama e começou a ameaçar que iria se envolver sexualmente com a mãe e a irmã do jovem, que estava sentado em uma cadeira próxima. Conforme Coltro, eles entraram em luta corporal e o rapaz passou a esganar Lindomar. "Fernando disse que se virou e pegou uma faca que estava atrás dele. Nem precisou levantar. Ele matou com os golpes de faca e depois que ele [Lindomar] estava morto, pegou outras facas, chave de fenda e começou a enfeitar o cadáver". descreve o delegado.
Os policiais identificaram oito perfurações no corpo do morto. Na cena do crime, um facão, chaves de fenda e facas de cozinha cravadas nas pernas, abdômen, tórax e cabeça. O suspeito também cortou a mão do cadáver e jogou para trás, caindo em uma frigideira. O pênis da vítima foi decepado e colocado embaixo do corpo. Com o sangue, o jovem deixou o recado para o morto. "Até ontem [quarta] ele não se dizia arrependido. Ontem, revivendo a situação, ele se mostrou arrependido pela primeira vez", conta o delegado.
O delegado afirma que a reconstiuição foi feita para comprovar a versão do suspeito, que está preso temporariamente por 30 dias. "Ele descreveu em detalhes a dinâmica do crime e ela correspondeu, de fato, com a cena do local. Não teria como descrever tudo aquilo e mencionar com tanta clareza a posição do corpo e instrumentos usados, se não tivesse sido mesmo ele", destacou Coltro. O delegado afirmou que um teste de caligrafia confirmou se tratar da letra do suspeito.
O delegado aguarda a conclusão de alguns laudos periciais, para fechar o inquérito e indiciar o suspeito. O rapaz de 18 anos deve ser indiciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e meio cruel. Ele está detido no Presídio Regional de Araranguá.
Fonte: G1/ SC

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